Marinheiro Bob me mandou há muito tempo atrás, direto da casa de máquinas, e hoje, ao acordar meio com frio, meio com sono, mas totalmente disposto a ser melhor que ontem, vislumbrei-me cantando essa...
E como diria Jesus - "quem tem ouvidos, que ouça!"
terça-feira, 31 de maio de 2011
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Uma dose de remédio ou de veneno
Uma dose de remédio ou de veneno
por Alexandre Nicoletti Hedlund
"Tirem minhas riquezas, mas não tirem minha liberdade..." acho que já ouvi alguém falando isso, mas ficou pessoal para um transeunte que voltou de viagem ontem a noite. Confesso, meus caros e caras, que apesar dos buracos, pedágios e pormenores, a viagem fez revigorar minhas forças para continuar transeunte e querer seguir.
Além do objetivo principal que era um concurso, tive a honra de conhecer duas pessoas fantásticas (Andrea[Old] e Joaquim[Fran]). Essas duas pessoas com certeza entram diretamente para o rol dos amigos desse transeunte, pois conseguiram em pouco tempo me fazer rir e retomar as estradas da escrita que haviam sido abandonadas por um tempo.
Mais que isso, pude rever três pessoas que admiro desde sempre, Old e Francelize, meus amigos "das noites vazias, de uma boemia, sem razão de ser..." e a querida Moema que encontrei no agradável frio do bloco vermelho da PUC...
Por último, não poderia deixar de lado as lindas canções - e como não seriam, sendo de quem são - da "banda mais bonita da cidade"...cantando com Leo Fressato.
Com isso tudo, ficou uma dúvida sobre a viagem. Para um transeunte como sou, uma viagem dessas é veneno ou remédio?
Aos que esperavam comodismo e calmaria, total opacidade, insanidade e letargia, torceram por veneno.
Aos que, torcem pelos infortúnios bem sucedidos deste que vos escreve, um doce elixir.
Fica o registro, ainda que parcial, visto que a viagem foi muito mais que isso, mas do resto, só cabe a mim.
Beijos e abraços,
Alexandre.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Good morning, Good Morning!
Enjoy it!
Good Morning, Good Good Morning
(The Beatles)
Composição : Lennon / McCartney
Nothing to do to save his life call his wife in
Nothing to say but what a day how's your boy been
Nothing to do it's up to you
I've got nothing to say but it's O.K.
Good morning, good morning, good morning...
Going to work don't want to go feeling low down
Heading for home you start to roam then you're in town.
Everybody knows there's nothing doing
Everything is closed it's like a ruin
Everyone you see is half asleep.
And you're on your own you're in the street.
After a while you start to smile now you feel cool.
Then you decide to take a walk by the old school.
Nothing has changed it's still the same
I've got nothing to say but it's O.K.
Good morning, good morning, good morning...
People running round it's five o'clock.
Everywhere in town it's getting dark.
Everyone you see is full of life.
It's time for tea and meet the wife.
Somebody needs to know the time, glad that I'm here.
Watching the skirts you start to flirt now you're in gear.
Go to a show you hope she goes.
I've got nothing to say but it's O.K.
Good morning, good morning, good...
Marcadores:
Marinheiro Bob e sua Discoteca
sábado, 14 de maio de 2011
quinta-feira, 28 de abril de 2011
uma frase... apenas isso...
"Decidi não buscar a felicidade, ela que se organize e me encontre pelo caminho"
por Alexandre Hedlund
terça-feira, 19 de abril de 2011
o fim
O fim
caros, as vezes é preciso dar fim a algumas coisas para iniciar outras... e é pensando nisso que dou por encerrado esse blog.
Foi uma experiência interessante, mas por enquanto não é algo que consigo alimentar, e assim, só me resta, encerrar.
Agradeço por todo incentivo, mas agora é hora de seguir, transeunte que sou.
Quanto ao último capítulo do Réquiem, ficará por enquanto, em segredo, pois é a peça principal do quebra cabeça de todo conto. Um dia, quem sabe, nessas caminhadas, ele se revele.
abraço a todos.
caros, as vezes é preciso dar fim a algumas coisas para iniciar outras... e é pensando nisso que dou por encerrado esse blog.
Foi uma experiência interessante, mas por enquanto não é algo que consigo alimentar, e assim, só me resta, encerrar.
Agradeço por todo incentivo, mas agora é hora de seguir, transeunte que sou.
Quanto ao último capítulo do Réquiem, ficará por enquanto, em segredo, pois é a peça principal do quebra cabeça de todo conto. Um dia, quem sabe, nessas caminhadas, ele se revele.
abraço a todos.
terça-feira, 8 de março de 2011
Uma nova estação
Uma nova estação
Por Alexandre Nicoletti Hedlund
Após uma longa caminhada na qual não esperava encontrar qualquer respostas para suas angústias, Antônio resolveu que era hora de sentar-se a mesa e comer. A sala e cozinha conjugadas deixavam o ambiente mais apertado, como sufocando seus sonhos, e era assim que ele se encontrava há muito tempo. Fitou a parede branca e percebeu pequenas rachaduras que, em conjunto, pareciam árvores no outono, dançando com o vento. Adiante percebeu um banco, vazio, e quis sentar-se nele. Adiante não havia nada além da parede branca com pequenas rachaduras.
Sem qualquer receio, levantou-se, e bebeu água o suficiente para não sentir sede pelo resto da vida. Mas a parede ainda o chamava, de certo modo ela parecia querer contar-lhe algo, algum segredo que não pudesse perceber em outro momento de sua vida. Aquelas pequenas rachaduras, passavam agora a ser a melhor companhia de Antonio. Notou que sua desenvoltura e relevo permitiam agora uma certa calma, uma certa paz. A pouca luminosidade agora dava novos contornos as falhas da parede branca e as sombras do fim do dia lhe enfraqueciam a visão.
Voltou-se a sentar, agora disposto de outra forma, pois não conseguia se imaginar eternamente olhando para a mesma parede branca, sem ao menos tentar novas perspectivas, novos campos de visão, e o entardecer lhe proporcionava uma certa melancolia. Suas mãos dispostas sobre a mesa, lançadas, jogadas, já sem força, contrastavam com o mogno escuro que, por um momento, lembraram-lhe um caixão. Mas não havia tempo para fúnebres devaneios, apenas a parede branca e suas rachaduras, as mãos e suas rachaduras.
De certo modo, agora percebia a similitude entre ambas. Mas muitos verões e invernos já haviam passado por suas mãos, que poderiam lhe contar muitos segredos que ele mesmo desconhecia, e que apenas atestavam os sonhos perdidos no tempo.
No fim não existia nada além disso, paredes e mãos, e então, em um ato de loucura pintou sua mão com tinta de calçados e a pressionou contra a parede, deixando sua mão pintada de preto nas rachaduras da parede branca. Notou que o novo contexto apenas retratava ainda mais as rachaduras da parede e as marcas e cicratizes na mão. Voltou-se a sentar e, assim, ficou, admirando a mão lançada no vento que batia nas árvores daquele outono, enquanto o banco vazio esperava por ele. Adiante não havia nada além da parede branca com seus sonhos que o vento levara.
Cobiçou poder sorrir, mas a escuridão da noite se antecipara, e no silêncio, sem ao menos acender uma luz qualquer do ambiente, permaneceu. Agora era apenas ele, a parede branca com a mão de seus sonhos perdidos e o silêncio da escuridão. Olhava para a mão pintada de preto enquanto que com a outra, sustentava a cabeça, cada vez mais cheia de dúvidas, de anseios, de angústias.
E da escuridão conseguiu ver novamente tudo, pois seus olhos iam se acostumando com as mudanças de tonalidades que a noite ia aconchegando e, por fim, pode novamente ver as rachaduras na parede branca e então, por algo mágico, digno dos contos romanescos, percebeu coisas que não precisavam ser explicadas a ninguém, pois ele, Antônio, já as havia entendido. Suspirou e no silêncio e no escuro caminhou em direção a parede branca, recostando-se de tal forma que logo já estava sentado no chão e então assim adormeceu, na vã tentativa de sentar-se naquele banco vazio e esperar uma nova estação.
Assinar:
Postagens (Atom)